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CRÍTICA | Pandemia - Episódio 1


Pandemia - Episódio 1
Direção de marshe.ban
Roteiro de marshe.ban
Crítica de .Carioca

Produção que marca a volta da Pixel Movies reutiliza clássicas narrativas de 
filmes catástrofe e antigas falhas na construção dos personagens.

 A Pixel Movies fez sua fama com seus filmes de fantasia/aventura marcados por grandes eventos na narrativa, em sua maioria a diegese era composta por muitas catástrofes e batalhas colossais de proporções mundiais, cito como exemplos já no fim do auge da produtora: o final de Mutant e a saga de O Intruso, ambas as produções alcançaram em suas histórias escalas globais no conflito narrativo. E as duas tem em comum a "escola" pela qual foram inspiradas: os filmes que deram inicio à outrora gloriosa Pixel Movies como Os Senhores do Olimpo e O Feiticeiro e a Escrivaninha. 

Nada mais incrível do que ver o quanto os jovens diretores atuais, por mais que não percebam, continuam sendo inspirados por outras eras do cinema habbiano. Há muito o gênero de fantasia ficou esquecido nos confins do nosso cinema, tendo como único grande representante atualmente a franquia de Gabriel.Lindox com 4 Amuletos e um Só Destino, porém alguns resquícios de técnicas daqueles tempos podem ser encontrados nos filmes de hoje em dia. E não haveria forma melhor de reestrear a principal produtora de filmes habbianos de todos os tempos do que trazer um diretor da nova geração que possui total influência dos tempos de soberba da carinhosamente chamada PM.

O diretor vindo da tv, marshe.ban, tem em sua própria jornada de carreira semelhanças com os mestres do cinema (a maioria surgiu graças a tv), e por mais que não tenha tanta experiência com as produções cinematográficas, ele já possui características próprias em seus filmes, principalmente a velocidade na entrega dos seus produtos. Não entrarei nesse mérito por agora, esperarei pelas continuações para abranger esse assunto, acredito que o mais importante a ser notado com este primeiro episódio é a - provavelmente intencional - maneira como marshe conduz a história. 

Vencedor do Festival H-Cine de Cinema, marshe foi uma escolha certa por parte da Pixel Movies para se fazer real a volta da produtora, Pandemia é uma produção que se encaixa perfeitamente nos ensinamentos que os grandes diretores que passaram por lá deixaram para os dias de hoje. Assim como os clássicos da produtora, aqui não temos alguém ou algo que "aciona" o clímax do enredo: o contexto que levará aos conflitos já está estabelecido antes mesmo do filme se iniciar, o diretor apenas introduz os personagens em meio ao universo caótico no qual eles irão se relacionar, sem esquecer é claro de alcançar as escalas globais como dita o manual. 

Contudo, marshe continua cometendo os erros de suas produções anteriores onde o foco total nos acontecimentos da história, e consequentemente a antecipação ao clímax, deixa de lado a construção dos personagens que acabam se dando como meros objetos condutores da história, e não carregam consigo nenhuma importância que justifiquem sua existência ou sua escolha para protagonizarem. marshe até tenta criar um elo entre enredo e personagem fazendo do personagem principal filho do homem que possivelmente é um dos responsáveis pela situação colocada pelo título da série, porém isso não é o bastante já que o perfil do personagem não é bem trabalhado e seus objetivos não são esclarecidos.

Falhas assim levaram histórias com potencial ao fracasso, - vide O Mistério do Pen Drive - entretanto marshe nunca se demonstrou eloquente em suas histórias, já mostrou que possui pé no chão e que sabe terminar uma história sem se tornar megalomaníaco a ponto de coloca-la em um patamar ao qual não pertence. Eu vejo aqui uma boa oportunidade de crescimento para marshe, com um grande público e o hype da volta da PM, apenas basta alinhar as técnicas que utilizou para nos apresentar o inicio dessa história para que as continuações mostrem algum primor técnico que faça jus àquela vinheta no começo do episódio.

P.S. Bem vinda de volta Pixel Movies.

3 Pipocas - Bom
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