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CRÍTICA | Witches - Parte 1


Primeira parte da produção fracassa em meio a muitas falhas e sofre a primeira baixa da nova fase do cinema.
Crítica por -Luiiz.-

Que o cinema sempre teve seus altos e baixos convivendo em um mesmo ambiente não é novidade a ninguém, basta relembrarmos de suas eras, e a novata Pixel Estúdios não conseguiu convencer e se sair bem em Witches, sua produção de estreia. .:Warrior:.. , diretor que já passou por outras produtoras não conseguiu fazer algo que chamasse a atenção do público, faltou o thriller, o suspense , o susto, aquela expectativa de que algo assustador irá surgir... Não, não espere isso em Witches pois o máximo que há que podemos qualificar como um filme de terror é o pacto feito pela protagonista.

Furos de roteiros graves também prejudicaram a produção visto que não houve uma exploração da personalidade dos personagens. Todos são muito superficiais, estão ali apenas por estarem, não possuem uma motivação específica, tirando a protagonista Bárbara, que aparentemente busca uma cura para o evelhecimento. Fora isso não há história... o enredo é fraco e tudo é passado brevemente como uma mulher que após fazer um pacto busca vingança contra seu marido que matou seu amante, e passa por cima de quem quer que entre em seu caminho, e com essa temática o diretor/roteirista acaba se perdendo, pois já sai do gênero de terror e vai para o gênero dramático. Basta compararmos outras produções como Behind The Door ou O Chamado que você verá a discrepância entre um real filme de terror e Witches. E o filho? Seria muito surreal uma mãe abandonar o seu filho na mata por 7 anos e nem procurar por ele, sério mesmo? Ou ele morreu? Também não se sabe, pois o diretor nos deixa essa dúvida. Os diálogos também são pobres em personalidade, tudo soa tão superficial e mecânico que é duro de levar a sério.

Outros aspectos técnicos como a inserção de chroma foi outro erro do diretor em mais de uma cena, e o conselho é: se tem dificuldades de lidar com o chroma, monte cenários, pois assim evita erros como este. Outro ponto que incomodou bastante foi a legenda, que normalmente é padronizada, porém o diretor decidiu inovar e fez uma legenda desarmônica, com um sombreado que ficava em cima dos personagens e é outro aspecto que o diretor deve melhorar, bem como a gramática. Também é necessário , principalmente, numa 1ª parte colocar o nome dos personagens do lado das falas, pois o público não tem a obrigação de saber quem é o personagem, quem tem a obrigação de dizer quem é o personagem é o diretor.

A sonoplastia também foi outro aspecto que pesou na produção, já que as músicas escolhidas não tinham uma relação direta com a cena e sempre quando selecionamos a trilha de uma produção devemos pensar: o que eu vou passar para o público através da música? Um sentimento de tristeza, melancolia? Músicas lentas e depressivas. Um sentimento obscuro, um assassinato cruel? Opta-se por músicas  mais rápidas e com batidas por exemplo. E ao ver Witches dá a impressão de que o diretor não teve a preocupação ao selecionar a trilha sonora, visto que quase todas - senão todas - já tocaram em alguma produção do habbo. Outra coisa que deve-se pensar é se aquilo é necessário mesmo, ou esdrúxulo, como o áudio da primeira cena. O único campo que se saiu bem em Witches foi o campo artístico, com os figurinos , cenários e pixel arts bem feitos, juntamente a efeitos bem aplicados, porém só esses quesitos não salvam uma produção. Alguns cortes também foram bem aplicados

O diretor precisa agora ao ler essa crítica trabalhar duro para conseguir ultrapassar os seus limites e apresentar ao cinema uma produção digna de estar em uma produtora, pois Witches está bem abaixo para o padrão do cinema.

1 - Ruim

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